O Perfume que Unge

O PERFUME QUE UNGE

 

“Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.”

(Mt.26:12)

Certo dia, Jesus fora convidado para jantar na casa de um fariseu. Em lá chegando, sentou-se à mesa. O anfitrião não lhe ofereceu água para lavar os pés e as mãos, como deveria fazê-lo, por ser o costume da época; não o honrou como um convidado, simplesmente o recebeu. De repente uma mulher que não fora convidada, adentrou o salão do jantar, aproximou-se do Mestre, e, por detrás dele, quebrou um vaso de alabastro e começou a derramar o unguento de nardo puro que trouxera, com o propósito de banhar o corpo de Jesus, com o melhor que ela possuía para oferecer-lhe.

Quando todos viram o que estava acontecendo, ficaram espantados, e Judas protestou, dizendo ser um desperdício de dinheiro o que estava sendo feito; que ao invés de derramar o perfume sobre o Senhor, deveria ter sido vendido e dado o dinheiro aos pobres. Então Jesus o interrompeu dizendo que o que a mulher estava fazendo, era ungindo o seu corpo para o seu sepultamento. Ao dizer assim, o Mestre honrou àquela mulher pela sua boa ação.

Algumas lições ficam claras para nós. Vejamos:

 

Quem tem um coração cheio de honra, não contabiliza valores, simplesmente honra com o seu melhor, a quem é digno de ser honrado.

O frasco de perfume era caro, era essência de nardo puro, e naquela época, custava a economia de um ano de trabalho intenso. Ali nas mãos da mulher estava tudo o que ela economizara como um investimento. Mas, ao ver o Senhor Jesus tão pertinho dela, ali na rua em que morava, não conseguiu conter-se; Seu coração pulsou forte demais, o amor àquele homem tão simples, mas tão ungido, tão poderoso, tão amoroso, falou mais alto que tudo, e ela movendo-se em seu íntimo apressou-se, e sem pedir permissão a ninguém, executou a maior expressão de afeto que um ser humano pode fazer: derramou amor em forma de perfume, sem importar-se com aquilo que alguém pudesse imaginar ou dizer.

Expressar honra a quem a merece, é uma atitude não somente louvável, é sobretudo respeitável.

 

Para que liberemos o melhor que há em nós, é necessário que haja quebradura.

Só haverá liberação do perfume que está no vaso, se este for quebrado.

É fundamental que a casca do nosso ego, do apego aos bens materiais, seja removida, e se preciso for, violentamente quebrada, para que nos desprendamos da visão do ter absoluto, e abramos mãos do que possuímos de melhor e o entreguemos como nossa expressão de honra.

O vaso deve ser quebrável, porque somente vaso quebrado é quem libera o perfume que nele estiver.

 

O apóstolo Paulo nos ensinou dizendo que aquele que é instruído na palavra deve repartir do seu melhor com quem o instrui. Ele estava falando de honra.

Judas, ao declarar ser um desperdício o derramar daquele perfume, estava expondo a mesquinhez e a ganância que havia em seu coração.

Quem é mesquinho sempre pensa que quebrar o vaso e liberar o perfume é um desperdício.

Quem é mesquinho condena ao que tem a visão da honra, e tenta mudar o propósito de quem quer demonstrar amor.

Ao repreender a Judas, Jesus disse que ele estava perturbando à mulher. Logo, impedir a quebra do vaso e a liberação do perfume, é fazer perturbação.

 

Amor derramado em forma de perfume, é unção que toca profundo em quem é honrado.

Quem expressa honra, nunca será esquecido, sempre será lembrado.